quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Por Larissa - Blog Duas Livreiras

Já fazem alguns dias que terminei de ler esse livro e ainda assim não me sinto preparada psicologicamente para falar sobre ele (e muito menos para ler outro livro), mas como tenho que fazer essa resenha, vamos ver o que sai...

Yidish era ainda criança quando teve que ir morar em Berlim com sua família, pois seu pai herdou uma gráfica de um irmão que morreu e que morava lá.

Após chegarem na Alemanha, Yidish se depara com um cartaz de uma apresentação de bailarinos e é aí que ela cria um sonho dentro de si: ser bailarina.

Mas quando Hitler toma o poder, como todos nós já sabemos, ele tem a "brilhante" ideia de exterminar os judeus, invadindo, assim, a casa de muitos deles e os levando para os campos de concentrações. E é claro que a nossa protagonista não escapa. É a que menos escapa, eu acredito, pois é levada para tantos lugares diferentes que eu até perdi a conta. Até que ela vai parar em um bordel...

Porém, no meio de tudo isso, Yidish ainda tem seus amigos Anton, Erdmann e o pai de Erdmann (todos alemães), que estão sempre acompanhando os passos dela e fazem de tudo para tirá-la desse lugar. Ah, e não posso deixar de dizer que o pai de Erdmann trabalha para o Hitler, ocupando um dos cargos altos nos campos de concentrações.

"Tudo o que a memória amou já ficou eterno. E entre tudo que você poderia ser para mim na vida, a vida escolheu torná-lo saudade..."

Sei que livros sobre o holocausto, Hitler ou sobre a Segunda Guerra Mundial são o que não faltam, mas esse não é um livro qualquer. Por exemplo, eu gosto muito do livro "O menino do pijama listrado", mas como quem já leu a obra sabe, o campo de concentração e essas coisas não são muito citadas na estória. Por outro lado, em "Beco da ilusão" você acompanha a estória de uma mulher em um campo de concentração, vê tudo o que ela passa e até mesmo o que as outras mulheres passam, portanto, na minha opinião, você tem que ter estômago muito forte para ler esse livro. E se você é daquelas pessoas que chora com acontecimentos tristes em livros, só pegue o livro para ler depois que tiver um bom estoque de lencinhos.

"Descobri, através desse triste ato, o estranho gosto dos alemães por queimar coisas. Mais tarde, desejei estar errada, mas, infelizmente... Compreendi que os livros não tinham sido o início e estavam longe de ser o fim."

Por fim, gostaria de elogiar o trabalho da Editora Mundo Uno. Estou acostumada com a perfeição da diagramação deles em outros livros, mas nesse eles se superaram. No início de cada capítulo, temos uma frase dita por Adolf Hitler e uma imagem dessa época, imagem estas que eu preferia nem ter visto, pois são extremamente chocantes.







Nenhum comentário:

Postar um comentário