terça-feira, 9 de maio de 2017

Blog Virando a Página - Por Mary Reis


Gente, não estou sabendo nem começar a resenha deste livro. Não, não é porque ele é ruim, é porque ele é MUITO BOM. A História de Yidish é intensa e incrivelmente emocionante. É uma leitura simplesmente estupenda! Bem, a sinopse já faz um resumo bem completo do livro e qualquer informação a mais que eu colocar aqui será um spoiler (rsrs), mas vou tentar contar um pouquinho da história para vocês.

O livro começa com Sarah Wainness indo para uma apresentação de balé, e mal sabia ela que a apresentação seria sobre a sua vida. Com o início do ato as lembranças de sua infância e de todo o sofrimento vem à tona. Logo nos primeiros capítulos, a gente já começa a se encantar e se envolver completamente com a história.

Yidish vivia com sua família em Karnobat, na Bulgária, porém seu pai recebeu uma herança de um falecido tio, e para que pudesse dar continuidade aos negócios que herdou, toda a família teve que se mudar para Berlim. O que ninguém esperava era o quanto essa mudança afetaria a vida deles, o tamanho do sofrimento que traria para todos.

Em Berlim, Yidish já estava ficando encantada pela cidade e começou a gostar mais ainda depois de descobrir que perto da gráfica de seu pai tinha um teatro e sempre tinha apresentações de balé, de imediato ela se apaixonou pela dança e criou o sonho de ser bailarina, mas nem tudo acontece da forma que esperamos, não é?

Os sonhos dessa garotinha foram esmagados quando os nazistas invadiram sua casa e a separou de sua família. Por sorte, e sem saber, Yidish parecia alemã e graças, ou não, a um segredo revelado, ela pôde sobreviver em meio à guerra. E então, começamos a conhecer a luta diária dela e passamos a sentir todas as suas angustias, tristezas e sofrimento.

A maioria das histórias que li e que envolve a segunda guerra mundial era a visão do lado oposto de Hitler, soldados e cidades que lutavam contra o nazismo e neste livro temos o contrário, soldados que lutam a favor do Fürher, mesmo sem concordar com suas ideias, e eu acho que isso que me deixou mais impressionada com a trama. Ler sobre o quão esse cara era cruel, foi demais para mim, eu só conseguia pensar em como uma pessoa pode ser tão egoísta e tão mesquinha. Não consigo imaginar uma pessoa que seja ardilosa dessa forma.

Enfim, no início de capítulo a autora cita uma frase de Hitler e uma foto da tragédia que foi a guerra, e isso deixou o enredo mais real e eu acabei me apegando e criando uma empatia com a personagem e no fim, não foi uma simples leitura, vivi e sofri com Yidish, Dalina, Bertha, Nuria e Sarah! E o final... que final! Eu tinha a esperança de fosse mais feliz, mas foi o fim necessário. Contudo, digo para vocês que a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa. Sim, fiquei intrigada com a capa e logo depois com o título, bateu aquela curiosidade e eu só queria saber que beco era esse e o que tinha acontecido.

Bom, já falei demais desse livro né, vou deixar vocês com a vontade gigante de ler e descobrir a história de Sarah. Eu super indico essa leitura sensacional, que me deixou vidrada a cada virada de página, e espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.







quinta-feira, 27 de abril de 2017

Blog Pétalas de Liberdade - Por Maria


"A razão das pessoas está sendo testada, e a insanidade está vencendo." (página 156)

Sarah Wainness é a narradora, mas antes de ter esse nome, ela teve muitos outros. O primeiro foi Yidish, quando ela era uma garotinha de família judia que se mudou com os pais e os irmãos para Berlim, cidade onde se encantou pelo balé e fez amigos: Anton e Erdmann.

"Berlim agora não era para mim só uma cidade encantadora, mas havia se tornado 
a melhor cidade do mundo. Ela havia me apresentado o balé." (página 25)

Porém, a Segunda Guerra Mundial chegou e a pequena Yidish viu seus sonhos serem destruídos, ainda que em sua aparência ela não se assemelhasse ao demais judeus. Ela foi separada dos pais e passou a não ter mais controle sobre sua vida, tento que obedecer as ordens dos nazistas se quisesse permanecer viva e tentar reencontrar sua família e amigos. Trabalhou em campos de concentração, auxiliou em enfermarias, e até num bordel ela foi parar.

"Um minuto se passou. Depois outro. E chegou o momento em que não pude mais negar para mim mesma o incrível fato de que, por alguma reviravolta triste do destino, eu, Yidish, havia me tornado um fantoche nas mãos dos nazistas." (página 76)


Esse foi o segundo livro que li da Mallerey, o primeiro foi "O Segredo da Caveira de Cristal", leitura que tinha me deixado de queixo caído. Juntando-se a isso as resenhas super positivas que eu tinha lido sobre "Beco da Ilusão" e a temática da Segunda Guerra Mundial (sobre a qual já li um número considerável de obras, e talvez estivesse um pouco cansada do assunto, mas se é um livro da Mallerey vale abrir uma exceção!), confesso que eu estava até com medo de realizar esse leitura. Era olhar para capa e pensar: "Vou chorar horrores!", mas não chorei (mas talvez você chore!).

"Confesso que não gostei de Hitler, porque ele não gostava dos judeus. Não sabia a razão de ele ter essa aversão à nossa família, pois nós nem o conhecíamos e não havíamos lhe feito nenhum mal. Só sabia quem ele era porque a sua foto estava por todos os lugares da cidade." (página 32)



A Sarah/Yidish na infância é uma menina que encanta pelo seu jeito de ver a vida, ela é inocente e, ao mesmo tempo, esperta. Sabe aqueles personagens que te fascinam? Que você vê ganhando vida na sua frente? Que te fazem visualizar as cenas enquanto contam? A Yidish é assim. Acompanhamos seus relatos sobre a vida em Berlim, a casa nova e grande, a relação com os pais e os irmãos, a amizade com Anton e Erdmann, dois garotos alemães, o rádio como companhia e forma de saber as notícias do mundo, as dificuldades que a família começa a enfrentar por serem judeus, a escassez de comida, a falta de dinheiro e de trabalho, as tentativas de burlar o regime nazista... Até que Yidish não existe mais, ela se perde em meio ao terror que se instala na Alemanha, e se não tivesse anjos da guarda improváveis, talvez não pudesse contar sua história.

"Casa. Essa palavra soava tão vaga, tão distante, que pareceu naquele momento não ter nenhum significado. Invadiram o meu lar, minha vida e agora... O meu corpo? 
O que mais eles poderiam querer de mim? Minha alma?! Mas era era livre. 
Já deixara de me habitar há muito tempo." (página 144)


"Beco da Ilusão" é um livro curto, de leitura rápida graças à fluidez da escrita da autora e aos capítulos não muito extensos. É visível que foi necessário um bom trabalho de pesquisa para que a história fosse contata entrelaçando-se com os fatos históricos. Encontramos personagens muito marcantes, além da Sarah: seu pai e sua mãe, o irmão mai velho, as três irmãs, Anton e os pais, Erdmann e o pai, todos tem um perfil muito bem traçado.




A Mundo Uno Editora faz livros bonitos, mas em "Beco da Ilusão" ela se superou! A capa tem tudo a ver com a trama, há ilustrações de arame farpado em algumas partes, as páginas são amareladas, há poucos erros de revisão, a diagramação traz letras, margens e espaçamento de bom tamanho. No final, há algumas notas explicando determinados termos. Na divisória de um capítulo para o outro há uma página preta, com fotos que, em sua maioria, são da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, e algumas são bem chocantes! Além das fotos, há uma frase daquele ser asqueroso chamado Adolf Hitler. A primeira página de cada capítulo é cinza e tem uma ilustração linda de pássaros.


Confesso que ao finalizar a leitura ainda fiquei querendo algumas respostas, minha curiosidade em saber o que exatamente aconteceu com alguns personagens, dois em especial, persiste. Além disso, a explicação para o fato de Sarah ser diferente das outras pessoas de sua família foi algo bem inesperado. Talvez alguns capítulos a mais ou um epílogo maior pudessem acalentar mais o coração dessa leitora que vos fala.

"Tudo o que a memória amou já ficou eterno. 
E entre tudo o que você poderia ser para mim na vida, 
a vida escolheu torná-lo saudade..." 
(página 11)


"Beco da Ilusão" é um livro que recomendo, pela boa escrita da autora, pelos personagens marcantes, e para que tenhamos mais uma visão desse período triste que foi o nazismo. É chocante ver quantas atrocidades foram cometidas, e como cada pessoa (até mesmo crianças) podia ser um pouco má, compactuando com as crueldades contra outros seres humanos. "Beco da Ilusão" é uma leitura rápida, com cenas fortes, sobre amizade, amor e sobre crescer no meio de uma guerra.

"Eu permaneço sentada em silêncio, limpando as lágrimas da viagem ao tempo, 
tomada pela dor profunda da saudade, que é como uma faca de dois gumes... 
Ao mesmo tempo em que refresca a memória, corta a alma." (página 114)






sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Blog Saga Literária

Em Beco da Ilusão Mallerey Cálgara nos apresenta a história de Yidish, uma garotinha que tem nove anos que mora com seus irmãos e pais em Kanobat na Bulgária. Tudo muda na vida de Yidish quando seu pai recebe de herança uma gráfica e com isso eles se mudam para Berlim, em 1931, anos antes de eclodir a Segunda Grande Guerra Mundial. 

Na nova cidade, a pequena Yidish conhece um local que a fascina, pois descobre sua paixão pelo ballet, ela se encanta com tudo que vê e acaba ficando envolta em problemas e enrascadas. É nesse teatro em que ocorrem apresentações de ballet que ela conhece Anton, ele é filho de um dos seguranças, assim como conhece Erdmann, primo de Anton.

"Berlim agora não era para mim só uma cidade encantadora, mas havia se tornado a melhor cidade do mundo. Ela havia me apresentado o balé." p. 25.

Com o tempo uma bela amizade floresce entre os três jovens, juntos eles se divertem e dividem bons momentos. Contudo essa felicidade dura pouco, os anos passam e o Partido Nazista com toda a sua perseguição aos judeus ganha força. Adolescente, Yidish sofre com toda a sua família, restrições são impostas aos judeus e sua família passa a viver quase sempre trancada, com medo e receios, temendo pelo pior. Uma das poucas felicidades que ainda tem é a companhia de Anton, o que ameniza a vida sombria que vai levando.

"A alegria em nossos corações foi reduzida, fazendo-me questionar se poderíamos ser felizes novamente. O que mais roubariam de nós?" p. 60.

Um certo dia, sua casa é invadida por soldados nazistas, a adolescente é separada de sua família e enviada para um campo de concentração. Yidish repleta de temores, teme que nunca mais possa ver as pessoas que ama, ainda sofre os horrores que os nazistas implicam aos judeus. Porém, o que a garota não sabe é que o destino vai fazer com que figuras do passado voltem a cruzar a sua vida. Antes que possa encontrar algumas pessoas importantes em sua vida, Yidish passa por privações e provações terríveis, algo que transformará a sua vida e personalidade.

"À medida que os meses se transformaram em anos, a centelha da esperança que o meu salvador viria me resgatar foi diminuindo." p. 97.

Opinião: Beco da Ilusão é narrado em primeira pessoa e Mallerey apresenta ao leitor uma trama muito bem desenvolvida, impressionando com uma ambientação perfeita. A autora consegue transmitir de forma consistente e com muita nitidez o período nefasto e histórico da Segunda Grande Guerra Mundial em que a obra se ambienta.


A história apresentada pela autora é cativante e envolvente, nos presenteia demonstrando a história e toda a força de Yidish, que em um período terrível de sua vida, jamais abandonou a esperança diante de toda a desumanidade e covardia praticada aos judeus durante o período que Hitler liderou a Alemanha Nazista.


Esse é um drama histórico imponente, que nos faz refletir sobre a brevidade da vida, a falta de amor ao próximo, as atrocidades que o ser humano pode cometer ao outro, sobre também tudo o que fazemos da nossa vida e que podemos melhorar, além de nunca perder a esperança. 


O final do livro me deixou sem palavras, são diversos sentimentos que a autora consegue despertar no leitor. Mallerey surpreende com o desfecho da obra de forma sensacional. Recomendo a leitura de Beco da Ilusão, é um livro intenso e emocionante, que abala nossas estruturas.

A edição está impecável, o livro tem diversos detalhes, desenhos, imagens da época e também citações de Adolf Hitler. Outro detalhe importante são as notas explicativas e alguns acontecimentos históricos que apareceram durante o livro, detalhes esses que enriqueceram a obra. A diagramação está perfeita, a fonte está em tamanho confortável e a obra ainda tem as folhas amareladas.








quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Por Aline Furtado - Blog Literalizando Sonhos

Yidish tem nove anos e mora com seus pais e irmãos em Kanobat, Bulgária. Em 1931, após o falecimento de um tio, seu pai recebe uma herança e consequentemente se muda para Berlim com a família, para assumir os negócios. 

Em sua nova cidade, Yidish descobre uma nova paixão, o balé, e se tornar bailarina se torna o seu sonho secreto. Lá ela também conhece Anton, que acaba se tornando seu melhor amigo, e Erdmann, primo de Anton. Juntos eles se divertem e dividem bons momentos. 
Tudo parecia bem, até que a perseguição aos judeus começa, se tornando um verdadeiro pesadelo.

"(...) Agora, com os olhos ofuscados pelas lágrimas que banhavam meu rosto por sonhos desfeitos, jurei para mim mesma não mais chorar por nada perdido. Sentia-me como um pássaro de asas cortadas, que fica se atirando contra as barras da gaiola." (p. 47)

"Roubaram-nos a liberdade de expressão, tornando-nos fantoches na mão do Estado. Não podíamos falar nem escrever aquilo que pensávamos. Não podíamos ter uma opinião, ou, pelo menos, ela não poderia se tornar pública, existindo apenas na nossa mente." (p. 58)

"A alegria em nossos corações foi reduzida, fazendo-me questionar se poderíamos ser felizes novamente. O que mais roubariam de nós?" (p. 60)

Yidish é inteligente e dona de uma força interior que me surpreendeu. Fica até difícil falar sobre essa protagonista que tanto me encantou e comoveu. A personagem me conquistou desde o início da história e com o desenrolar dos fatos foi ganhando cada vez mais a minha admiração. Passando pelas maiores provações de sua vida, quando eu pensava que ela não suportaria, ela me surpreendia uma vez mais.

Dentre os personagens secundários, Anton, Erdmann ♥ e Franklyn foram os que mais me agradaram. Cada um me cativou à sua maneira. Aliás todos os personagens foram muito bem caracterizados e inseridos na história, alguns com suas atitudes inescrupulosas e cruéis e outros com atitudes louváveis e caráter exemplar. Personagens realmente inspiradores, assim como Yidish.

"(...) Quais palavras escolher que pudessem abrandar o terror sob a cortina de ferro daqueles olhares? O que estriam pensando enquanto se aproximava o último sopro das suas existências?" (p. 109)

"(...) Era como se vivêssemos em um mundo paralelo, em uma realidade alternativa, onde a vida humana valia menos do que um objeto qualquer." (p. 124)

Narrado em primeira pessoa, a história começa com uma narrativa no momento presente, mostrando como está a vida da protagonista atualmente. No decorrer dos capítulos voltamos ao passado e embarcamos na história de Yidish, a partir do momento em que ela se mudou para Berlim até o momento em que ela se tornou quem ela é hoje, Sarah Wainness. Com uma narrativa totalmente envolvente e intrigante, Mallerey Cálgara construiu uma trama tensa e intensa. 

Guerra, crueldade, amizade, amor, Beco da ilusão é um daqueles livros que despertam no leitor os mais profundos sentimentos. Histórias que se passam na Segunda Guerra, tendem a mexer demais comigo, e dessa vez não foi diferente. A cada fato narrado eu ficava cada vez mais angustiada e triste. Apesar de ser uma obra de ficção, é baseada em fatos históricos reais, e a maneira como a autora retratou o holocausto, os campos de concentração e todas as maldades de Hitler e seus soldados, com detalhes na medida certa, faz com que o leitor se sinta vivenciando tudo aquilo, o que torna praticamente impossível não se comover. É doloroso, é chocante, é revoltante.

LEIA A RESENHA COMPLETA





quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Por Larissa - Blog Duas Livreiras

Já fazem alguns dias que terminei de ler esse livro e ainda assim não me sinto preparada psicologicamente para falar sobre ele (e muito menos para ler outro livro), mas como tenho que fazer essa resenha, vamos ver o que sai...

Yidish era ainda criança quando teve que ir morar em Berlim com sua família, pois seu pai herdou uma gráfica de um irmão que morreu e que morava lá.

Após chegarem na Alemanha, Yidish se depara com um cartaz de uma apresentação de bailarinos e é aí que ela cria um sonho dentro de si: ser bailarina.

Mas quando Hitler toma o poder, como todos nós já sabemos, ele tem a "brilhante" ideia de exterminar os judeus, invadindo, assim, a casa de muitos deles e os levando para os campos de concentrações. E é claro que a nossa protagonista não escapa. É a que menos escapa, eu acredito, pois é levada para tantos lugares diferentes que eu até perdi a conta. Até que ela vai parar em um bordel...

Porém, no meio de tudo isso, Yidish ainda tem seus amigos Anton, Erdmann e o pai de Erdmann (todos alemães), que estão sempre acompanhando os passos dela e fazem de tudo para tirá-la desse lugar. Ah, e não posso deixar de dizer que o pai de Erdmann trabalha para o Hitler, ocupando um dos cargos altos nos campos de concentrações.

"Tudo o que a memória amou já ficou eterno. E entre tudo que você poderia ser para mim na vida, a vida escolheu torná-lo saudade..."

Sei que livros sobre o holocausto, Hitler ou sobre a Segunda Guerra Mundial são o que não faltam, mas esse não é um livro qualquer. Por exemplo, eu gosto muito do livro "O menino do pijama listrado", mas como quem já leu a obra sabe, o campo de concentração e essas coisas não são muito citadas na estória. Por outro lado, em "Beco da ilusão" você acompanha a estória de uma mulher em um campo de concentração, vê tudo o que ela passa e até mesmo o que as outras mulheres passam, portanto, na minha opinião, você tem que ter estômago muito forte para ler esse livro. E se você é daquelas pessoas que chora com acontecimentos tristes em livros, só pegue o livro para ler depois que tiver um bom estoque de lencinhos.

"Descobri, através desse triste ato, o estranho gosto dos alemães por queimar coisas. Mais tarde, desejei estar errada, mas, infelizmente... Compreendi que os livros não tinham sido o início e estavam longe de ser o fim."

Por fim, gostaria de elogiar o trabalho da Editora Mundo Uno. Estou acostumada com a perfeição da diagramação deles em outros livros, mas nesse eles se superaram. No início de cada capítulo, temos uma frase dita por Adolf Hitler e uma imagem dessa época, imagem estas que eu preferia nem ter visto, pois são extremamente chocantes.